domingo, 1 de julho de 2012

E a crise existencial está dando novamente as caras

Dois meses sem dar as caras por aqui, muita coisa acontecendo, virando, revirando e pirando ainda mais com minha mente insana.
Todos esperam por mudanças, mas será que estamos preparados para elas? Será que nós só aguardamos pelo que nós queremos que acontecesse, tudo do nosso jeitinho?

Estes dois últimos meses foram realmente tensos pra mim. Eu já começo a achar que sou um louco com humor alcóolico atrás de alguma peça apenas para fazer sanar essa enorme abstinência que não passa. E de verdade já não sei mais em qual setor da minha vida está faltando a peça chave.
Paro por aqui de fazer a linha Drama Queen.

E vai um dica de música que estou ouvindo bastante.

                                                              If you go - Tipo Uísque



Molko

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Infinito

Eis que hoje me peguei ouvindo uma música repetidas vezes e percebendo que ela define este momento fixo na minha vida.

Infinito - Fresno
Letra e música: Lucas Silveira

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Eu nunca fui de lembrar
Nem tenho quadros em casa, pois são a fonte do problema

A vida nem sempre é do jeito que eu esperava
E eu já nem sei vale a pena...

Mas se eu pintar um horizonte infinito
E caminhar, do jeito que eu acredito
Eu vou chegar em um lugar só meu

Lá pode ter um novo amor pra eu viver
Quem sabe, uma nova dor pra eu sentir
A droga certa vai fazer te esquecer
Vai apagar a tua marca de mim
Tudo pode estar lá...

Quem dera poder partir, sem tchau, sem mala, sem nada
Ver bem de longe o meu planeta

(e perceber) que a gente é pequeno demais na imensidão das galáxias
E voltar a bordo de um cometa

Mas se eu pensar que em tudo há algo de perfeito
E assim, voar pra onde o ar é rarefeito
Eu vou chegar em um lugar só meu

Lá pode ter um novo amor pra eu viver
Quem sabe, uma nova dor pra eu sentir
A droga certa vai fazer te esquecer
Vai apagar a tua marca de mim
Tudo pode estar lá...

... e eu aqui.



Não preciso escrever mais nada, a música diz por si só.

Hugs, Molko.

terça-feira, 24 de abril de 2012

E é isso que me mata.


Hoje eu acordei um pouco triste, pensando na minha vida e se ainda há alguma esperança. A sensação que eu tenho é que nada de novo irá acontecer que o tal príncipe encantado nunca vai chegar e que todas as tentativas serão falhas . Toda vez que eu me empolgo com alguém, eu desempolgo na mesma velocidade, só que me apego a pessoa, então é um “desempolgamento apegado”, uma ilusão que eu mesma crio e depois não consigo sair, até que eu me empolgue com outro cara e como um círculo vicioso acontece a mesma coisa.
Mas minha deprê se aprofundou mais depois que eu li essa frase “Essa sensação de ter sido esquecido é o que mata”. Então, um filme passou pela minha cabeça e eu conclui que isso que esta me matando, não é o empolgamento, não são os babacas, mas sim a sensação de ter sido esquecida, de não ter tido a importância que eu acreditava que tinha. A carência não é mais só de afeto, mas sim de ter feito a diferença, de ser inesquecível.
Essa frase me tocou de tal maneira que eu a coloquei no Google e descobri que tinha um texto junto a ela. E o texto só me fez lembrar uma pessoa, a pessoa que mais amei nessa vida e que mais me decepcionou. Vários sentimentos de amor, ódio, revolta, saudade, tristeza invadiram o meu coração e a vontade era de apenas chorar.  

Essa sensação de ter sido esquecida, é o que mata.

E eu fico aqui; observando os sorrisos colados na parede e pensando em você; pensando se o menor pedaço de você sente a minha falta. Tento mergulhar no tédio e simplesmente ali ficar, com a mente vazia, mas você insiste em retornar pra mim; retornando apenas na minha memória, pois permanecemos cada um em seu canto, talvez esperando uma atitude qualquer, seja minha ou sua. Droga, as lágrimas voltaram com a dor; por que não estamos mais juntos como antes? É tão ruim te ter por perto e não poder lhe chamar de meu, é tão difícil perceber que está tão perto mas eu não posso te tocar, é tão triste sussurrar esse amor que sinto por você; Vou tentar não pensar em você; apesar disso ser meio impossível; é inevitável não pensar em você, não pensar em qualquer coisa que lembre você; Ensine-me a não mais errar. Apenas ensine-me como uma criança precisa ser ensinada a falar… Deixe-me ser sua. Porque eu não quero ser de mais ninguém 

(autor desconhecido)

Lindo, né? Espero que a minha TPM passe logo, antes que eu comece a procurar textos tristes e postar no meu facebook...srssr...

Beijos, queridos.
Mia

sábado, 14 de abril de 2012

Surtos da malhação!

   Resolvi depois de muitas frustrações começar a ficar com um colega de academia, depois de já ter ficado com um dos professores de lá, que era casado, mas isso é outra história. Enfim, depois da faculdade, encontrei com o fulano no shopping. Fomos ao cinema, o que é bem clichê para uma pegação, hahaha... Acabou o filme e não entendi muito do enredo, até porque estava ocupada demais, se é que vocês me entendem, haha... Depois, partimos nós dois, para malhar ferozmente... Depois de ter ido ao banheiro para trocar de roupa, eis que subo as escadas e pego ele conversando com uma mulher mega gostosa... Até ai, dane-se, ele não era meu namorado. Mas ai, queridos leitores, é que vocês, eu e a história ficam confusas. Minhas atitudes foram, subir as escadas e ao encontro dele para avisar que eu ia para a aula de spinning, as atitudes dele foram berrar comigo na frente da gostosona e da academia inteira sobre o motivo de eu ter ficado com um professor da academia e não ter contado pra ele, afinal estávamos juntos e ele tinha todo o direito de saber se eu já tinha saido com alguém de lá, me chamou de putinha pra baixo, e a gostosona tava rindo e eu de cara no chão: pelo ESCÂNDALO e pela FALTA DE NOÇÃO de querer ME CONTROLAR com MENOS de 12 horas de FICADA!
   Eu ainda chocada no meio dos aparelhos e ele lá gritando. Se não fosse pelo professor que eu ficava, eu ia continuar ali. E por incrível que pareça nesse momento ainda piorou mais. Pq o fulano supôs, certamente, que o professor que me defendeu era o tal que eu pegava. Ai é que o barraco ficou pior, começou a dizer que a gente se merecia, que ele era muito para mim, e que eu não valia nada. E quase levantou a mão pra mim, eu escrevo QUASE, pois no momento que ele começou a arguer o braço, o professor lindo me puxou e me tirou daquele pesadelo.
   Agora, me digam: quem aquele fulano era? Casei com ele e não fui notificada? Como assim?
   É cada uma que me aparece, vou te falar!!!

XOXO, Maya

domingo, 8 de abril de 2012

Imagem (não) é tudo

Eis que volto para relatar sobre os acontecimentos das baladas do fim de semana.
É impressionante como eu me pego pensando em não ficar mais frequentando boites e festinhas e ficando com várias pessoas. Chega a sexta-feira parece que meu lado racional deixa de funcionar e eu acabo indo novamente ao abate, em busca de algo diferente improvável de ser achado.
Este ciclo está precisando chegar ao seu fim porque nem eu estou aguentando mais.
O que venho observando é que na noite o jogo de sedução acabou, se você tem um corpo malhado ou um rostinho bonito não há mais a necessidade daquela troca de olhares, do papo legal, da troca. Simplesmente é só estar em pé e a disposição que um holofote imaginário cai sobre si, todos te querem, me pego vendo isso e me imagino numa feira livre onde o produto oferecido é você.
Realmente está na hora de eu parar de frequentar lugares assim, a possibilidade de ter algum ganho que possa valer a pena é quase nula.
Dia de reorganizar os conceitos, os objetivos e as metas e de pôr pontos finais porque as vírgulas só adiam a vontade diária de querer uma mudança, sim, é medo, ele me faz manter parado sem ação.
 Eu não quero mais estar no meio da futilidade do entreterimento  das casas noturnas ou das festas alternativas no qual o único objetivo é estar se pondo à disposição de pessoas que nem o nome irei lembrar.
E fecho meu post de hoje com um trecho de uma música do Jason e Pitty: "Imagem não é tudo, sua cabeça não tem nada."

Mr. Molko

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Cadê o meu direito de deletar?

Há exatamente uma semana atrás eu resolvi deletar todos os meus ex-casos e amigos deles do Facebook. Não sei, mas de repente me dei conta que não tinha um motivo para manter aquelas pessoas ali, e cada vez que eu fuxicava o face deles eu via o quanto eles estavam bem , enquanto eu estou aqui “forever alone”.
                                                      
Uma semana se passou e até achei que foi um alivio ter deletado essas pessoas, até porque não nutria nenhum sentimento em relação e eles e nem tinha esperança de um dia sair com algum deles. Pronto, isso me deu um alívio tão grande, não precisava mais ficar fingindo que estou super bem, como eles, para mostrar que eu superei todos os pés na bunda.

Então o inesperado aconteceu. Peguei o meu celular e vejo que tem um SMS, nem dei muita importância achando que era mensagem da operadora, até que tenho uma surpresa, era um torpedo de um deles perguntando porque eu havia excluído. Minha primeira reação foi rir, não conseguia parar de rir de jeito nenhum. “- Como assim, não tenho nem o direito de excluir alguém do meu face?”. Achei melhor não responder, mas confesso que a curiosidade está me matando. Por que ele ta fazendo tanta questão que eu o adicione?

Para vocês não ficarem confusos vou explicar rapidamente minha história com ele (se é que podemos chamar isso de história). Bem, um amigo meu perguntou se podia adicionar ele no meu face e como eu o achei gatinho falei que podia. Acabamos saindo algumas vezes e ele era tão lindo, super fofo, já estava até começando a gostar dele até que do nada ele parou de falar comigo. Descobri que o motivo era que ele tinha voltado com a ex (que o traiu), na época fiquei muito revoltada por ele ter parado de falar comigo, não tive nem o direito de levar um fora, simplesmente ele parou de falar.

Passaram alguns meses e ele veio falar comigo, como quem não quer nada me pediu desculpas, me adicionou no facebook novamente e me chamou para sair. Dessa vez eu já estava mais esperta e não aceitei sair com ele, mas continuamos nos falando, no fundo eu queria sair só que estava com medo de acontecer tudo de novo e também tenho minha dignidade, não ia dar esse mole para ele. Passamos o ano novo no mesmo local e adivinhem? Ele me ignorou, fingiu que não me conhecia. Então descobri que ele havia voltado com a ex pela 548549865 vez. O que me deu até um alívio de não ter saído com ele, pois iria cair no mesmo conto duas vezes.

O tempo passou e ele continuou lá no meu facebook, dessa vez eu não deletei. Deixei lá até que na semana passada resolvi deleta-ló, pois como eu já disse não tinha um motivo para mantê-lo ali, e também já não tinha interesse em fofocar a vida dele. 

Aí eu penso, por que isso? Ele parou de falar comigo sem motivo algum e depois fica ofendido quando resolvo deletar ele do meu face? Coisas que só acontecem comigo. Já estou até com trauma de deletar as pessoas, vai que a moda pega e todo mundo resolve tirar satisfação comigo.


Beijos, Mia



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite...

Eis que vim relatar minha mera coragem de sair num sábado a noite com um ex ficante e seus amigos. Era de se esperar que fosse tenso, e por uns momentos em que eu ainda estava sóbrio foi, até a cena em que ele beija um de seus amigos e o álcool queria começar a fazer efeito contra vontade.
Eu esperava que me sentiria mal por isso, mas aí surge aquela sensação estranha de: "Por que o que estou vendo se tornou tão natural e banal?", não que deixasse de ser, mais no fundo o que eu queria era que aquele beijo tivesse sido meu, e 20 minutos depois foi. De copo em copo socializei com os amigos dele e de repente todo mundo me amava, como num conto de fadas onde a princesinha é super querida por todos menos pela madrasta má ou por algum personagem que não sei por qual motivo quer ferrar com a vida da adorável princesa. Eu senti a expressão da madrasta da Branca de Neve no rosto dele, e pensei que meu próximo copo de cerveja ou caipirinha viria com uma dose de veneno e eu cairia do terceiro andar da casa noturna.
Engraçado foi quando ele disse que eu era "puta"(sim, foi este o termo usado) e explicou isso me dando um beijo. Como se não bastasse o amigo me beijou e aí realmente eu tive que honrar o título que ele me deu.
Ao passar das horas eu fui pegando um aqui, outro ali, e fechei a noite com 10. Não que isso seja motivo de orgulho, mais senti a grande necessidade de fazer a tão falada "puta", na frente dele claro.
E para minha grande surpresa a madrasta má de repente se torna a menina do ensino fundamental rejeitada pelo garoto mais popular da escola. Eu nunca fui popular por ser legal e sim pela minha personalidade blasé no tempo estudantil.
Embora os olhares vazios das pessoas na 'boite' eram de cortar o coração, todos fingiam a felicidade eterna, dançavam e bebiam suas amarguras encapadas numa grande mentira noturna, onde a pista de dança e desconhecidos vorazes por fazer pegação e assim como eu serem "putas" esperam alguma coisa de um sábado a noite.

Mr. Molko

sexta-feira, 30 de março de 2012

Exclusão automática

Esses dias eu estava tentando lembrar o dia do aniversário da minha ex-sogra, eu sabia que era depois do meu e no mesmo mês, e como eu faço 4 dias antes de terminar o mês, então era provável que o dela seria em um dos três dias restantes. Eu tentei  lembrar, mas a memória não me ajudava de jeito nenhum.
Então pensei: “se ela ligar no meu aniversário eu pergunto qual é o dia do aniversário dela.”  E ela ligou e eu não perguntei. Na hora fiquei com vergonha, sei lá, achei que seria deselegante da minha parte, já que ela havia lembrado o meu mesmo após 1 ano e 5 meses do término do meu namoro com o filho dela.
Pensei bastante e fui procurar as minhas agendas antigas, não era possível que em 6 anos de namoro eu nunca tenha escrito em algum papel o aniversário dela. E realmente eu não escrevi. Acho que enquanto é a nossa sogra, não damos muita importância, na verdade nem temos um carinho tão grande, mas depois que deixou de ser e pelos acontecimentos que ocorreram, eu percebi o quanto ela gostava de mim e o meu carinho e consideração por ela só foram aumentando.
Depois de revirar o armário atrás de alguma pista, eu pensei: “vou ligar para o falecido (é o meu ex que infelizmente não morreu) e perguntar” . Pronto tudo estaria resolvido, se não pelo o fato de eu não falar mais com ele. De repente um filme passou na minha cabeça e achei isso tão sem sentido, como eu não falava com a pessoa que eu jurei amor eterno, o meu primeiro namorado que eu acreditava ser o príncipe encantado, a primeira pessoa que eu beijei (sim, eu só tinha ficado com ele a minha vida toda ) que eu sonhava em casar e construir uma família. Como isso era possível? Na mesma hora me veio à resposta: “sua idiota, ele te traiu por uma piriguete, por isso você não fala mais com ele.”
Meus pensamentos voltaram ao normal, e a indiferença pelo falecido também voltou, mas junto veio uma sensação estranha de como a vida dá voltas, de como as pessoas entram e saem de nossas vidas. Como o futuro é tão incerto e que hoje estamos com uma pessoa do nosso lado e amanhã a vida (ou uma piriguete) poderá tira-lá do nosso caminho.   
Me bateu uma nostalgia acompanhada de um desilusão tão grande, a primeira de várias que eu sentiria sucessivamente, mas com certeza a maior de todas, pois o que estava em jogo era o meu coração.
Por isso sou a ingênua em desconstrução, depois de ficar tantos anos achando que príncipe encantado existia (pois havia encontrado o meu de primeira), e ter sofrido horrores quando descobri que isso é a maior mentira contada nos filmes infantis.  

Beijos, Mia. 

domingo, 25 de março de 2012

A prova de bala, ops! De Física

Tudo começou no meu primeiro ano do ensino médio. Era nova na escola e consegui fazer amizades facilmente. Na minha primeira aula de Biologia fiquei encantada pelos estudos. Na aula de Inglês estava despreocupada, afinal já fazia de curso de inglês há bastante tempo. Mas ai começou a primeira aula de Física, e foi nessa hora que pensei: Fudeu! Eu tava tão desesperada que nem dei conta do professor já estava em sala.
Ele escreveu seu nome no quadro negro, que de negro não tem nada, mas enfim. Foi nesse momento que percebi que a Física podia se danar, eu estava apaixonada pelo professor. Pelo seu nome, seu sorriso, seus braços (e que braços, rs). Passei meu primeiro ano inteiro louca por aquele homem. Mas ele era meu professor e eu tinha namorado. Apenas para vos situar: eu era aluna mediana em Física, se a média era cinco eu tirava cinco, se era seis, eu tirava exatamente seis. E prestem bem atenção porque minha nota é uma chave importante nessa história.
No ano seguinte, já livre e desimpedida, fui na cara de pau depois do fim das aulas conversar com ele. Sabe aquele papinho que a gente manda pra professor bonito que está com dúvida em determinado assunto? Pois bem, não fui nem um pouco criativa e mandei essa. Mas dane-se, consegui o que queria, ficar sozinha com ele, rs. Conversa vai, conversa vem, soltei “sem querer” que achava ele um gato e ele por sua vez disse que eu era gostosa. Sai correndo e fui pra casa feliz. Uma semana depois, tomei coragem e fui conversar com ele no intervalo, usando a mesma desculpa (ah, para, com 16 anos eu era uma lezada), rs. Ele me chamou pra irmos para uma sala onde não passava ninguém. E foi naquela sala que aconteceu nosso primeiro beijo, nosso segundo, nosso terceiro. Enfim, ficamos nessa sala durante quase um ano e meio (entre várias idas e vindas, claro, afinal ele começava a namorar e eu também, ai parávamos de ficar, a gente terminava com nossos casinhos e no fim, acabávamos juntos na mesma salinha 3C).
A essas alturas eu já estava no final do terceiro ano, e mega “gamadinha” do meu professor, que aqui, chamarei de Caio. Numa quinta feira, minha professora de Biologia resolveu fazer à louca e faltar (ela tava chapada do dia anterior, foi num show de rock e veio pra casa daqueeeeeele jeito). OBS: Nada contra roqueiros, hein? Enfim, voltando... Resolvi então, fazer uma surpresa para o Caio e fiquei esperando ele na 3C, mas ele não apareceu. Ai é que fudeu, porque resolvi ir ao banheiro e quando voltei à luz da sala estava ligada. Então pensei: Ebaaaaa, ele chegou!!! Quando eu entrei na sala, me deparei com o Caio e com uma biscate do terceiro ano do técnico de Informática. Nooooooooossa, sai de lá correndo, me tranquei em um dos banheiros do colégio e só sai de lá na hora de voltar para casa.
No mesmo dia, ele apareceu na porta da minha amiga. Mas ai vocês se perguntam: Mas que diabo ele vai fazer na porta da sua amiga? E como ele sabia que você estava lá? Calma que eu explico! As terças e quintas eu ia para a casa dessa minha amiga pra estudar, fazer trabalhos e comer vaááááárias caixas de BIS e o Caio sabia disso por que às vezes ele me deixava lá de carro. Enfim, ele foi lá, me encontrou e acabei aceitando conversar com ele. Ele disse que tava com ela há dois meses e que gostava de nós duas. Deixei ele falar e olha que ele falou pra cacete... No fim, só disse que não queria mais saber dele e que pra mim ele era apenas o Caio, meu professor de Física. Eu, ingênua (naquela época, é claro) achei que ele tinha aceitado bem.
Ele realmente aceitou bem, tanto que resolveu apagar do sistema minhas notas ao longo do ano que eram medianas e substituir por 4; 4,5; 3,25 e 2. E só fui descobrir quando fui pegar meu resultado e vi que meu nome tava no muro da vergonha (um quadro com nomes de alunos em recuperação e  reprovados). Como naquele tempo eu já era aprendiz de barraqueira, fui lá conversar com o Caio. E ele foi curto, grosso e direto: Fui eu quem alterou suas notas sim e faria de novo. E nem adianta alegar pra direção e pra sua mãe que suas notas não são essas porque todo mundo sabe que o boletim desse colégio é fácil de ser alterado no photoshop. E além do mais, você nunca ficou com suas provas. Então é caso perdido para você, que vai ter que me aturar por mais tempo. Eu tola, fui perguntar o porquê daquilo, ele sínico, sorriu e respondeu que queria ver por mais tempo meus lindos olhos.
Cheguei em casa chorando e minha mãe não entendeu muito, achou que era surto porque tinha ficado em recuperação e ainda tinha um emprego. Sim, com 17 anos, consegui trabalhar como caixa numa loja de shopping como extra natal. Com autorização da mamãe, é claro. Então, dá pra imaginar a correria, né? Acordar às 6 da manhã, ir pro colégio, assistir à aula de Física com o babaca do Caio (sim, naquela altura, ele já não era mais o lindo, tesão, bonito e gostosão do Caio, ele era o idiota do Caio) e ir correndo para a loja.
No dia 21 de dezembro de 2006 fiz a porcaria da prova e sai correndo para o trabalho. Por causa da proximidade com o natal, os professores estavam corrigindo as provas com mais agilidade. E na hora do meu “almoço”, se é que podemos chamar 10 minutos de horário de almoço, rs, fui à escola (que era a 7 minutos de distancia do shopping) para pegar a minha nota. Fiquei tão feliz porque tinha conseguido um 9,5, o que era um fato histórico, já que minha maior nota nessa matéria era 6,5, rs. Não que me orgulhe muito dessa nota mediana, mas era a minha nota, sabe, eu tirei com meu suor de cada estudo, rsrs.
Fui na sala pedir ao Caio para ver minha prova. Eu, incrédula, verifiquei e constatei que realmente aquela nota era a minha. Entreguei o exame para ele e disse: “Olha bem para essa nota, agora olha nos meus olhos. Pois é, são as últimas coisas que você vai ver de mim, seu babaca de merda!” Só tinha um pequeno detalhe: a sala estava cheia de alunos e professores, que ficaram chocados ao ouvir aquilo. Dei as costas e nem olhei para trás.
Voltei para o trabalho e falei a mim mesma, nunca mais ficaria com um maluco feito ele. Aff!!! Ingenuidade a minha. Eu estava apenas começando na estrada das ilusões amorosas. E só pra vocês saberem, o louco do Caio acabou casando com a piriguete de Informática.
É assim que começo me apresentando, eu sou a Maya, a experiente sofredora.